-Tradições-

O que fazer para melhorar o mundo?

Publicado em

. . . melhore a si mesmo!

O mundo é uma expressão de nós mesmos, quanto melhor forem os seres humanos, melhor será o mundo. Não conseguimos melhorar a totalidade do mundo, mas cada um pode melhorar a si mesmo..

Num artigo da UOLAjahn Mudito fala-nos do que podemos fazer para melhorar o mundo. Ajahn Mudito acha que não faltam pessoas querendo fazer o bem, mas sim pessoas capacitadas para o fazer. Por exemplo, todos querem proteger o meio ambiente, mas ninguém quer abrir mão do conforto ou prazer dos bens materiais. Todos querem paz, mas ninguém quer abrir mão do prazer e da vaidade em estar certo e ter razão. Todos querem que as pessoas sejam melhores, mas ninguém quer comportar-se corretamente.

Dentro da visão do budismo, ter boa intenção não é suficiente, é preciso desenvolver a capacidade de trazer essa boa intenção à vida. Uma boa pessoa não é aquela que tem boa intenção, mas aquela que além disso, possui todas as as qualidades que tornam essa boa intenção uma realidade. Leia o resto deste artigo »

Anúncios

A crise ecológica e os preceitos éticos

Publicado em Atualizado em

O texto que se segue é um resumo da palestra de Sagarapriya a 5 de Dezembro de 2017. Confira no final do post o vídeo do youtube com a palestra integral.

Protecção ambiental e ecologia

Vamos analisar este tema levando em conta o modelo de compreensão da realidade proposto pelo Buda: Todas as ações têm consequências, todos os fenómenos têm a sua causalidade. Há causas que propiciam resultados benéficos e há causas que propiciam resultados não benéficos.

Devemos por isso, saber escolher as causas que nos levam numa direção benéfica e evitar as causas que nos levam numa direção não benéfica. A crise ecológica que nós vivemos atualmente é o resultado das nossas ações. As nossas ações estão a promover a Leia o resto deste artigo »

Seja belo(a), seja você mesmo(a)

Publicado em Atualizado em

Entrevista a Thich Nhat Hanh, por Andrea Miller, in Lion’s Roar. Ver Artigo Original.
Publicado no Olhar Budista com  a permissão da Parallax Press, divisão editorial da Comunidade Plum Village de Budismo Engajado, www.parallax.org.
Tradução de Bianca Cervo Pagnon.

É muito doloroso quando alguém que amamos passa por dificuldades sérias, como doença mental, estresse pós-traumático ou vício. Às vezes parece que os problemas dessa pessoa são tão grandes que nós não podemos realmente ajudar, dessa forma, nós podemos querer nos afastar dela e de seus problemas. Outras vezes, nós tentamos ajudar e acabamos consumidos pelas batalhas da outra pessoa. O que podemos fazer para ajudar nessas situações difíceis sem acabarmos sobrecarregados?

Quando você se sente sobrecarregado, você está se esforçando demais. Esse tipo de energia não ajuda nem a outra pessoa nem a você mesmo. Você não deve se apressar para ajudar logo de cara. Existem duas coisas: Leia o resto deste artigo »

Como ser um Bom (e Sábio) Pai e Mãe

Publicado em Atualizado em

Trecho do livro “Ensinamentos Fáceis, Verdades Profundas” de Ajaan Anan Akiñcano

Ao tratar com crianças pode ser de grande ajuda contar com as quatro moradas divinas – amor-bondade, compaixão, alegria altruísta e equanimidade. Quando trazemos crianças ao mundo, o nosso primeiro instinto sempre será o amor bondade. Nós os amamos porque são os nossos filhos. E uma das principais qualidades de um bom pai ou mãe é ajudar sem desejar nada em troca. Nós não estamos buscando algo em troca, nós só damos. Isso é correto – nós sempre deveríamos ter esse sentimento de bondade e desejar o bem para os nossos filhos. Então, quando eles se Leia o resto deste artigo »

A importância dos Bons Amigos e os 4 tipos segundo o Buda

Publicado em Atualizado em

Budismo, amigos e amizadeTrecho do livro “Ensinamentos Fáceis, Verdades Profundas” de Ajaan Anan Akiñcano

O Buda disse que coisas boas provêm de estar com bons amigos. Eles fazem com que manifestemos as nossas boas características. Tente evitar amizades ruins. Estas são aquelas que nos levam para a bebida, para o jogo e assim por diante, levando a situações danosas. Esse ensinamento também vale para o nosso íntimo. Isto significa evitar se misturar com as forças negativas na nossa mente, ficando, ao invés disso, com os pensamentos e aspirações benéficas. Se fizermos isso bem, então a nossa prática será sólida. Saberemos por nós mesmos o que nos trará a felicidade e qual é o modo benéfico para viver. Assim, mesmo quando estivermos nos socializando com outras pessoas, se elas estiverem tomadas por idéias incorretas ou ainda não entenderem o caminho, nós, mesmo assim, não ficaremos abalados. Isso porque estaremos firmes e porque entendemos por nós mesmos.

O Buda ensinou que devemos nos associar com pessoas boas, sábias, e evitar aquelas que são tolas ou imprudentes. Mas algumas vezes acontece que Leia o resto deste artigo »

Lugares Sagrados: Os melhores locais para uma Peregrinação Budista ou Viagem Espiritual | Parte 3 de 3

Imagem Publicado em Atualizado em

Continuação do artigo com os melhores locais para uma Peregrinação Budista ou Viagem espiritual. Se ainda não viu, veja a PARTE 1: Nepal, Índia, Butão e Tibete (inclui uma introdução ao artigo) e a PARTE 2: Sri Lanka, Tailândia, Myanmar, Camboja e Indonésia 


PARTE 3
China, Taiwan, Coreia do Sul e Japão


.: China :.

Luoyang

Luoyang é uma cidade da província de Henan. É um dos berços da civilização chinesa e uma das quatro grandes capitais antigas da China. Foi na área de Luoyang que foi construído o primeiro templo budista da china e outros importantes monumentos.

Templo do Cavalo Branco

Dois monges vindos da Índia, chegaram à China com escrituras budistas no dorso de dois cavalos brancos. Em homenagem aos monges e aos cavalos, o templo foi construído no ano 68 da Era Comum. Embora pequeno em comparação com outros templos chineses, é considerado de grande importância por ser o “berço do budismo chinês”, foi o primeiro templo budista construído na China.

Foi também a partir deste templo que séculos mais tarde, Xuanzang, inspirado pelo monge viajante Faxian, partiu para a Índia numa peregrinação que durou cerca de 16 ou 17 anos. Xuanzang traduziu muitas escrituras que trouxe da Índia.

Adjacente ao Templo do Cavalo Branco também existem outros templos que remetem a outras tradições do budismo.

白马寺 / White Horse Temple

Leia o resto deste artigo »

Lugares Sagrados: Os melhores locais para uma Peregrinação Budista ou Viagem Espiritual | Parte 1 de 3

Imagem Publicado em Atualizado em

INTRODUÇÃO

Existem diversos motivos que leva alguém a fazer um peregrinação budista. Pode ser simplesmente para visitar locais históricos, conhecer a história do budismo e desses locais, apreciar a magnificência dos monumentos, etc. Mas essencialmente, uma peregrinação é uma oportunidade de aprofundamento da prática.

Nas palavras de Narada Mahathera: “Os Budistas não adoram imagens esperando favores espirituais ou terrenos, mas prestam reverência ao que elas representam. Um Budista consciente, oferecendo incenso e flores a uma imagem, se faz sentir expressamente a si mesmo na presença de Buddha em vida, e assim, ganha inspiração da sua personalidade nobre e respira profundamente da sua compaixão ilimitada. Tenta seguir o nobre exemplo de Buddha.”

Como é sabido, imagens e símbolos têm uma influência psicológica em nós, dessa forma, numa peregrinação se estabelece uma conexão emocional com o Buda e os seus ensinamentos, a peregrinação motiva e inspira o praticante. É um momento para ampliar certas qualidades mentais e progredir no Caminho.

Os locais onde é comum as peregrinações budistas são vários. Os 4 principais são: Lumbini (no Nepal), Bodhgaya, Sarnath e kushinagar (na Índia). Adicionalmente existem mais outros locais importantes, tais como: Rajgir, Shravasti e Nalanda, também na Índia. Esses são alguns dos locais onde Buda esteve e que estão relacionados com eventos importantes da sua história. Além desses locais conectados à vida de Buda, existem vários outros que se tornaram importantes quer pela sua história como por sua beleza arquitectónica e importância actual.

Neste artigo dividido em 3 partes, fique a conhecer uma ampla variedade de locais sagrados do budismo e a sua história e impacto nas sociedades. Na Parte 1 é explorado o: Nepal, Índia, Butão e Tibete; na Parte 2: Sri Lanka, Tailândia, Myanmar, Camboja e Indonésia; na Parte 3: China, Taiwan, Correia do Sul e Japão.

“Ananda, há quatro lugares que ao serem vistos despertarão um senso de urgência e emoção nos devotos. Quais quatro? ‘Aqui o Tathagata nasceu’, é o primeiro. ‘Aqui o Tathagata realizou a perfeita iluminação’, é o segundo. ‘Aqui o Tathagata colocou em movimento a insuperável roda do Dhamma’, é o terceiro. ‘Aqui o Tathagata realizou o parinibbana’, esse é o quarto.”
– Buda, Mahaparinibbana Sutta (DN 16)


PARTE 1
Nepal, Índia, Butão e Tibete


Leia o resto deste artigo »

Conhecendo a sua mente natural | Mingyur Rinpoche

Publicado em Atualizado em

Trecho do livro “Alegria de Viver” de Yongey Mingyur Rinpoche

Se um tesouro inesgotável fosse enterrado no chão embaixo da casa de um homem pobre, o homem não saberia disso e o tesouro não lhe diria: “Eu estou aqui!”
— Maitreya, The Mahayana Uttaratantra Shastra, traduzido para o inglês por Rosemarie Fuchs

Muitas vezes, o Buda comparava a mente natural à água, que, em sua essência, é sempre pura e transparente. Lama, sedimentos e outras impurezas podem temporariamente obscurecer ou poluir a água, mas podemos filtrar essas impurezas e restaurar sua clareza natural. Se a água não fosse naturalmente limpa, não importaria quantos filtros você utilizasse, ela nunca se limparia.

O primeiro passo para reconhecer as qualidades da mente natural é ilustrado por uma antiga história contada pelo Buda sobre um homem muito idoso que morava em um velho e frágil barraco. Apesar de não saber disso, centenas de pedras preciosas estavam incrustadas nas paredes e no chão de sua cabana. Todas aquelas jóias pertenciam a ele, mas, como desconhecia seu valor, ele vivia como um mendigo — passando fome e sede, sofrendo com o Leia o resto deste artigo »

A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen e a Sabedoria Transcendental

Publicado em Atualizado em

arqueiro-arco-flechaIntrodução de D. T. Suzuki, ao livro “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen” de Herrigel Eugen. Editora Pensamento, Edição 987.

O que nos surpreende na prática do tiro com arco e na de outras artes que se cultivam no Japão (e provavelmente também em outros países do Extremo Oriente) é que não tem como objetivo nem resultados práticos, nem o aprimoramento do prazer estético, mas exercitar a consciência, com a finalidade de fazê-la atingir a realidade última. A meta do arqueiro não é apenas atingir o alvo; a espada não é empunhada para derrotar o adversário; o dançarino não dança unicamente com a finalidade de executar movimentos harmoniosos. O que eles pretendem, antes de tudo, é harmonizar o consciente com o inconsciente.

Para ser um autêntico arqueiro, o domínio técnico é insuficiente, E necessário transcendê-lo, de tal maneira que ele se converta numa arte sem arte, emanada do inconsciente.

No tiro com arco, arqueiro e alvo deixam de ser entidades opostas, mas uma única e mesma realidade. O arqueiro não está Leia o resto deste artigo »