Trechos

A importância dos Bons Amigos e os 4 tipos segundo o Buda

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Budismo, amigos e amizadeTrecho do livro “Ensinamentos Fáceis, Verdades Profundas” de Ajaan Anan Akiñcano

O Buda disse que coisas boas provêm de estar com bons amigos. Eles fazem com que manifestemos as nossas boas características. Tente evitar amizades ruins. Estas são aquelas que nos levam para a bebida, para o jogo e assim por diante, levando a situações danosas. Esse ensinamento também vale para o nosso íntimo. Isto significa evitar se misturar com as forças negativas na nossa mente, ficando, ao invés disso, com os pensamentos e aspirações benéficas. Se fizermos isso bem, então a nossa prática será sólida. Saberemos por nós mesmos o que nos trará a felicidade e qual é o modo benéfico para viver. Assim, mesmo quando estivermos nos socializando com outras pessoas, se elas estiverem tomadas por idéias incorretas ou ainda não entenderem o caminho, nós, mesmo assim, não ficaremos abalados. Isso porque estaremos firmes e porque entendemos por nós mesmos.

O Buda ensinou que devemos nos associar com pessoas boas, sábias, e evitar aquelas que são tolas ou imprudentes. Mas algumas vezes acontece que Leia o resto deste artigo »

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Conhecendo a sua mente natural | Mingyur Rinpoche

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Trecho do livro “Alegria de Viver” de Yongey Mingyur Rinpoche

Se um tesouro inesgotável fosse enterrado no chão embaixo da casa de um homem pobre, o homem não saberia disso e o tesouro não lhe diria: “Eu estou aqui!”
— Maitreya, The Mahayana Uttaratantra Shastra, traduzido para o inglês por Rosemarie Fuchs

Muitas vezes, o Buda comparava a mente natural à água, que, em sua essência, é sempre pura e transparente. Lama, sedimentos e outras impurezas podem temporariamente obscurecer ou poluir a água, mas podemos filtrar essas impurezas e restaurar sua clareza natural. Se a água não fosse naturalmente limpa, não importaria quantos filtros você utilizasse, ela nunca se limparia.

O primeiro passo para reconhecer as qualidades da mente natural é ilustrado por uma antiga história contada pelo Buda sobre um homem muito idoso que morava em um velho e frágil barraco. Apesar de não saber disso, centenas de pedras preciosas estavam incrustadas nas paredes e no chão de sua cabana. Todas aquelas jóias pertenciam a ele, mas, como desconhecia seu valor, ele vivia como um mendigo — passando fome e sede, sofrendo com o Leia o resto deste artigo »

A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen e a Sabedoria Transcendental

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arqueiro-arco-flechaIntrodução de D. T. Suzuki, ao livro “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen” de Herrigel Eugen. Editora Pensamento, Edição 987.

O que nos surpreende na prática do tiro com arco e na de outras artes que se cultivam no Japão (e provavelmente também em outros países do Extremo Oriente) é que não tem como objetivo nem resultados práticos, nem o aprimoramento do prazer estético, mas exercitar a consciência, com a finalidade de fazê-la atingir a realidade última. A meta do arqueiro não é apenas atingir o alvo; a espada não é empunhada para derrotar o adversário; o dançarino não dança unicamente com a finalidade de executar movimentos harmoniosos. O que eles pretendem, antes de tudo, é harmonizar o consciente com o inconsciente.

Para ser um autêntico arqueiro, o domínio técnico é insuficiente, E necessário transcendê-lo, de tal maneira que ele se converta numa arte sem arte, emanada do inconsciente.

No tiro com arco, arqueiro e alvo deixam de ser entidades opostas, mas uma única e mesma realidade. O arqueiro não está Leia o resto deste artigo »

O Deus criador, Deidades e Espíritos

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Qual a visão do budismo sobre Deus? Para ser possível responder a essa questão, há que definir primeiro o que se entende por Deus. Se definirmos Deus como algum tipo de realidade última, existem conceitos no budismo que poderão estar dentro dessa definição, tais como: Dhammakaya, Dharmadhatu, Tathagatagarbha, Buddhadhatu, Sunyata, Nibbana.

Se definirmos Deus como um demiurgo, omnisciente e omnipotente, não criado e imortal, criador e controlador de tudo o que existe, como o Deus bíblico, nesse caso será incompatível com o budismo. No entanto, a eventual existência de seres imateriais ou de matéria subtil, como deidades e espíritos, não é de todo incompatível com o budismo, embora seja algo a que não se atribui importância. Na cosmologia budista existem vários reinos ou planos de existência, costuma-se falar em 6 Reinos que podem ser subdivididos em 32.

Veremos de seguida o que alguns Professores do Dharma têm a dizer sobre o conceito de Deus criador, Deidades e Espíritos, e se os reinos devem ou não ser vistos apenas como metáforas para estados psicológicos.

O Deus criador

A Idéia de Deus e a Criação | K. Sri Dhammananda

Trecho do livro Boas Perguntas, Boas Respostas, de Bhante Shravasti Dhammika

Pergunta: Vocês Budistas acreditam em um Deus? Leia o resto deste artigo »

O que o Buda descobriu e qual a sua obra? (vídeo)

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O que o Buda descobriu?

Trecho do livro Superando a Ilusão do Eu, de Yogavacara Rahula Bhikkhu. Edições Casa do Dharma. 2ª Edição, São Paulo – 2011.

Buddhi, em sânscrito, significa o intelecto puro, a mente que está livre da influência condicionada das emoções, de forma que nela não se constroem observações nem deduções tendenciosas ou preconceituosas. A mente da maioria das pessoas funciona com todo tipo de preconceito e perversão, de maneira que todas as suas percepções e todos os seus pensamentos estão maculados e são condicionados a seguir padrões preestabelecidos. Desse modo, as pessoas nunca apreendem as coisas na sua verdadeira natureza. O poder e o alcance da mente permanecem limitados e confinados.

Buda, o Desperto, foi alguém que libertou sua faculdade intelectual de todas as distorções, levando-a ao maior grau de clareza possível. A partir disso, ele conseguiu desenvolver uma atenção aguçada e um insight penetrante sobre Leia o resto deste artigo »

Um barco para atravessar o rio e os 5 tipos de engano

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barco-rioO trecho que se segue é parte do artigo: “O que fazer com este barco que chamamos de Buddhismo?” escrito por Henrique Pires para o blog Pico da Montanha.
Veja o artigo original e completo: Parte 1 e 2: Aprendendo mais sobre o barco e As maneiras errôneas de lidar com o barco; Parte 3: As maneiras corretas de lidar com o barco.

Este é um artigo que escrevo graças ao incentivo do Ven. Gensho Sensei. Trata-se de uma reflexão sobre algo que muitas pessoas dizem hoje em dia: “Não preciso de buddhismo pra ser Buddha!”. Ou, em outros termos: “Todas religiões aprisionam. Enquanto alguém segue ou preserva uma religião, não poderá se iluminar”. Ou, ainda, elas explicam da seguinte maneira: “É preciso lançar fora o apego às religiões, portanto, não há porque falar de buddhismo”. […]

CINCO TIPOS DE ENGANO

Aproveitando a parábola do barco para explicar nossa relação com o Buddhismo, podemos descrever alguns modos errôneos – muito comuns! – de lidar este veículo. Lembrem-se: nosso objetivo mais básico, segundo o Buddha, resume-se a partir dessa «margem do samsara» (i.e., do sofrimento baseado na cobiça, ira e ignorância) e avançar até atingir a «margem do nirvana» (i.e. a paz perfeita e definitiva).

1) Primeiro engano: nunca começar a viagem

Algumas pessoas até desejam “fazer essa nobre travessia” e em algum momento obtém um barco (um sistema ou método de prática buddhista). No entanto, pode ocorrer que Leia o resto deste artigo »

Lankavatara Sutra, o sutra da descida ao Sri Lanka

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Para ler o sutra completo clique aqui.
A análise que se segue é um Trecho do Capítulo II: Os seis patriarcas (séculos VI-VII), do livro Os Mestres Zen, de Jacques Brosse. Editora Pergaminho.

Após ter escolhido longamente entre os sutra aquele que poderia servir de referência aos adeptos do dhyana, Bodhidharma dirigiu-se a Houei-k’o, dizendo-lhe: “Tendo considerado a mentalidade dos praticantes da Via na China, penso que apenas este sutra lhes pode servir.” Foi portanto este texto que Houei-k’o estudou junto dele durante seis anos. Posteriormente, quando entre os seus discípulos, um deles tinha dificuldade em captar o seu pensamento sobre a Revelação, Bodhidharma dava-lhe uma cópia deste sutra e dizia-lhe: “Que seja o vosso ponto de partida para o futuro1.” Esta transmissão tinha uma tal importância que a nova escola foi durante muito tempo conhecida pelo nome de Lankavatara.

Este sutra mahayanista, certamente tardio e nitidamente influenciado pela escola Yogachara (século IV) de Asanga e Vasubandhu, serviu de ponte entre a tradição indiana do dhyana trazido por Bodhidharma e o futuro tch’an chinês. Em que medida é que este texto poderia esclarecer os praticantes acerca da sua própria Revelação? É o que vamos examinar.

O Lankavatara Sutra evoca a chegada do Buda ao Sri Lanka, que aí teria sido convidado a pregar o Dharma por Ravana, senhor de Yaksha, mas, no essencial, faz referência a um diálogo entre Shakyamuni e o Bodhisattva Mahamati que o interroga acerca da natureza da sua Revelação, o estado da sua “realização interior” (matyatma-gatiogocharam). A resposta do Buda constitui o Leia o resto deste artigo »

8 preocupações mundanas | Alan Wallace

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Trecho do livro “Buddhism with an Attitude” (2001, pg. 15), de B. Alan Wallace

A tradição budista lida com as preconcepções sobre o sucesso como prioridade com um diagnóstico diferencial de oito partes chamado de “as oito preocupações mundanas”, oito direções para a busca da felicidade baseadas em suposições não investigadas. A fixação nessas preocupações subverte nossos melhores esforços, conduzindo ao sucesso falso ou frustração real.

As oito preocupações mundanas consistem em quatro pares de prioridades:

(1) buscar aquisições materiais e (2) evitar sua perda;
(3) buscar o prazer dirigido pelo estímulo e (4) evitar o desconforto;
(5) buscar o elogio e (6) evitar a crítica; e
(7) manter a boa reputação e (8) evitar a má reputação.

Essas oito preocupações resumem, em geral, nossa motivação pela busca da felicidade, e este é exatamente o problema. As oito preocupações mundanas — que não são erradas em si — são a base de Leia o resto deste artigo »

Espiritualidade na adolescência

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Trechos da Introdução do livro “Buda na Mochila: Budismo prático para jovens”, de Franz Metcalf. Editora Pensamento.

A adolescência (assim como outras fases da vida, mas, sobretudo, a adolescência) é realmente difícil. É preciso ser filha ou filho, irmã ou irmão, neto, parente, vadio, adolescente com os hormônios a mil, estudante, cidadão, trabalhador, “futuro líder”, parte do ecossistema, psicoespiritualista, ser humano. Você tem de ser tudo isso, o que requer certo esforço. […]

Os esforços mais importantes despendidos por um adolescente — a transição para Leia o resto deste artigo »

Ondas mentais e ervas daninhas | Shunryu Suzuki

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Dhammapada verso 116 | ilustração | Post Ondas MentaisTrechos do livro “Mente Zen, Mente de Principiante”, de Shunryu Suzuki. Editora: Lua de Papel

“Por desfrutarmos de todos os aspectos da vida como um desdobramento da Mente Grande, não procuramos qualquer alegria excessiva. A nossa serenidade é então imperturbável.”

Quando estiveres a praticar zazen não tentes deter o pensamento. Deixa que ele pare por si mesmo. Se alguma coisa te vier à mente, deixa-a entrar e deixa-a sair. Ela não permanecerá durante muito tempo. Quando tentas parar o pensamento, isso significa que te estás a sentir incomodado por ele. Não te deixes incomodar por coisa nenhuma. Pode parecer que essa coisa vem de fora da tua mente, quando, na verdade, se tratam apenas das ondas da tua mente; e se não te deixares incomodar pelas ondas, elas tornar-se-ão gradualmente mais calmas. Em cinco ou, no máximo, dez minutos, a tua mente estará completamente serena e calma. Nessa altura, a tua respiração tornar-se-á mais lenta e as tuas pulsações acelerarão um pouco.

Poderás demorar ainda algum tempo a conseguir atingir um estado mental calmo e sereno na tua prática. Surgem muitas sensações, afluem muitos pensamentos ou imagens, mas são apenas ondas da tua própria mente. Nada vem de fora da tua mente. Em geral, pensamos que Leia o resto deste artigo »