Monja Coen

O inferno somos nós, do ódio à cultura de paz | Monja Coen e Leandro Karnal

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Monja Coen é uma das mais conhecidas divulgadoras do budismo no Brasil. Leandro Karnal é historiador e está entre os pensadores mais conhecidos do Brasil. Coen e Karnal juntaram-se para escreverem o livro O inferno somos nós: do ódio à cultura de paz.

Como transformar uma cultura de violência numa cultura de paz? Essa indagação é a mote do livro, e é assim que começa a apresentação da obra na palestra do vídeo partilhado.

A Monja Coen diz-nos que não é que nós não vamos sentir raiva, é natural do ser humano ficar enraivecido por coisas que nos parecem impróprias. Mas o que nós fazemos com isso? Como é que nós dialogamos? Como é que nós somos capazes de criar condições de transformação sem ser pelo grito?

Coen enfatiza a importância de Leia o resto deste artigo »

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Heidegger e o Oriente | Prof. Marco Aurélio Werle e Monja Coen

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“Martin Heidegger, filósofo alemão, construiu a sua doutrina em torno da questão do ser e da existência. Ele investigou a existência interior e pessoal. Para Heidegger a ruína do ser acontece com o desvio de cada indivíduo do seu projecto essencial em favor de preocupações quotidianas, o Eu individual seria sacrificado e confundido na massa colectiva da sociedade.”

O Prof. Marco Aurélio explica a filosofia do Heidegger dividindo a sua explanação em 3 pontos: (1) Contexto no qual se coloca o pensamento Heideggeriano; (2) O problema que Heidegger enfrente com a sua filosofia; (3) As possibilidades que são próprias à filosofia do Heidegger.

Posteriormente, Monja Coen fala dos pontos em comum entre o o pensamento Heideggeriano e o Budismo Zen.

Veja também:


Sobre Monja Coen | Lista de Mestres e Professores

Qual a importância de se ter um mestre ou professor? É essencial frequentar um centro ou um templo?

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Qual a importância de se ter um mestre espiritual? | Monja Coen Responde

Transcrição:

Eu tenho evitando muito essa palavra mestre, porque dá a impressão que a gente pega um ser humano e o coloca num pedestal, e ele é especial, tão especial, tão separado de mim, que eu só fico lá beijado os seus pés.

A ideia é como é que eu encontro alguém que é esse bom amigo, essa boa amiga, que é meio parecido comigo, que sabe alguma coisa mais do que eu, e que pode me apontar o caminho.

Assim como… se eu vou entrar numa mata ou subir uma montanha que eu nunca fui, eu posso Leia o resto deste artigo »

Zazen

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buda-pedra-zen-zazenZazen é a compreensão do nosso verdadeiro Eu Taisen Deshimaru
Transcrição do artigo do Cap. 4 – Artigos escritos pelo mestre Taisen Deshimaru para os ocidentais, do livro “Verdadeiro Zen”, por Taisen Deshimaru. Editora Assírio & Alvim

Zazen não é outra coisa senão sentar-se tranquilamente e observar-se a si próprio objectivamente. O que é o “eu”? O meu mestre Kodo Sawaki dizia: “Devemos conhecer o nosso eu puro e verdadeiro. Devemos tornar-nos íntimos connosco próprios.”

Quer isto dizer que o que olha é o eu subjectivo e o que é olhado é o eu objectivo? Mesmo que esta relação do que olha e do que é olhado seja levada muito longe, é impossível descobrir aí o verdadeiro eu, que não é nem objectivo nem subjectivo. Este eu verdadeiro pode ser chamado o “sujeito puro”. Ele tudo governa; e não o é o sujeito, tal como o conhecemos em geral, mas um “super sujeito” individual. Ele está em relação a todo o universo. É, podemos dizer, “o espírito de Buda”. Dito isto de outro modo, zazen é olhar, do ponto de vista da objectividade, a manifestação subjectiva.

Por exemplo: precisamos de um Leia o resto deste artigo »

Budismo e o Natal

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Budismo e o Natal

“Não importa o que um homem faça, se seus actos servem à virtude ou ao vício, tudo é importante. Toda acção acarreta frutos.” – Buda

“Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar bons frutos. Porventura colhem-se figos de espinheiros ou ervas de urtigas? Toda árvore se conhece pelos frutos.” – Jesus

“A pessoa má fala com falsidade, acorrentando os pensamentos às palavras. Aquele que fala mal e rejeita o que é verdadeiramente justo não é sábio.” – Buda

“O homem bom tira coisas boas do tesouro do coração, e o mau retira coisas más, pois a boca fala do que está cheio o coração.” – Jesus

Veja neste post: Citações de Buda e Jesus; Vídeo – O Natal dos Simpsons e o Budismo; Texto de Ajahn chah; Mensagem de Monja Coen; Palestra de Monja Isshin; Música de Natal com letra budista; Artigos sugeridos para leitura e Livros recomendados.

Um Budista pode festejar o Natal? Este vídeo dos Simpsons é uma boa resposta a essa pergunta. Leia o resto deste artigo »

Ambições profissionais, desapego material e o papel da riqueza no Budismo

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Como conciliar ambições profissionais e desapego material? | Monja Coen responde

Transcrição:
Pergunta: “Gostaria de saber como conciliamos os ensinamentos do Dharma relacionados ao desapego, principalmente material, e a busca por nossos objectivos de sucesso em vida, principalmente profissional, sendo que estes objectivos em sua maioria trazem consigo riqueza material”.

Resposta de Monja Coen:
Nós confundimos ás vezes o que é desapego com ter sucesso, querer coisas boas na vida. O facto de que queremos ter uma Leia o resto deste artigo »

A Mente Única e a Natureza Buda

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buda pequenoA Mente Única | Huang-po Hsi-yun

Todos os buddhas e todos os seres comuns nada mais são do que a mente única. A mente é sem início e sem fim, não-nascida e indestrutível. Não tem cor nem forma, não existe nem não-existe, não é velha nem nova, longa ou curta, grande ou pequena, já que transcende todas as medidas, limites, nomes e comparações. É o que vocês vêm diante de vocês.

Comecem a pensar sobre isso e imediatamente estarão errados. É como um vazio ilimitado, que não pode ser sondado ou medido. A mente única é o Buddha, e não há distinção entre o Buddha e os seres comuns, exceto pelo fato de que os seres comuns estão apegados às formas, e assim procuram pela natureza búddhica como se ela estivesse fora deles mesmos. Por causa desta procura, eles perdem a natureza búddhica, já que estão usando o Buddha para procurar o Buddha, usando a mente para procurar a mente. Mesmo que continuem por um milhão de éons, nunca serão capazes de encontrá-la. Não sabem que o que todos eles têm de fazer é colocar um fim ao pensamento conceitual, e então o Buddha aparecerá diante deles, pois esta mente é o Buddha e o Buddha são todos os seres sencientes. Não é menos para os seres manifestos nas coisas comuns, nem mais para os seres manifestos Leia o resto deste artigo »

Desapego e Apego

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O Desapego | Gyomay Kubose
Excerto do livro: Budismo Essencial: A Arte de Viver o Dia-a-Dia

O desapego é um dos mais importantes ensinamentos budistas. Na verdade, a vida de iluminação é o caminho do desapego. Muitos dos problemas da vida são causados pelo apego. Ficamos com raiva, preocupados, tornamo-nos ávidos, fazemos queixas infundadas e temos todos os tipos de complexos. Todas estas causas de infelicidade, tensão, teimosia e tristeza são devidas ao apego. Se você tem algum problema ou preocupação, examine a si mesmo e descobrirá que a causa é o apego.

Existe uma famosa história zen sobre um mestre e seu discípulo. Os dois estavam a caminho da aldeia vizinha quando chegaram a um rio caudaloso e viram na margem, uma bela moça tentando atravessá-lo. O mestre zen ofereceu-lhe Leia o resto deste artigo »

Amor Romântico, Amor Genuíno, Apego e Relações

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Nesta série de palestras, vamos conhecer o que alguns Mestres Budistas têm a dizer sobre o Amor, Apego e Relações.

Amor romântico e amor genuíno | Jetsunma Tenzin Palmo

«O problema é que nós sempre confundimos a ideia de amor com apego.

Sabe, nós imaginamos que o apego e o agarramento que temos nas nossas relações, demonstram que amamos, quando na verdade, é só apego, que nos causa dor. Porque quanto mais nos agarramos, mais temos medo de perder. E então se nós, de facto, perdermos, vamos sofrer.

O que quero dizer é que o amor genuíno é… Bom, o apego diz: “Eu te amo, por isso eu quero que você me faça feliz.” E o amor genuíno diz: “Eu te amo, por isso quero que você seja feliz. Se isso me incluir, ótimo! Se não me incluir, eu só quero a sua felicidade.”

É portanto um sentimento bem diferente.

Sabe, o apego é como segurar com bastante força. Mas o amor genuíno é como segurar com muita gentileza, nutrindo, mas deixando que as coisas fluam.

Não é ficar Leia o resto deste artigo »