Política e Sociedade

Budismo e Democracia

Dois ensaios sobre budismo e democracia traduzidos e disponibilizados no Olhar Budista:

O Buda e os Princípios Democráticos

O princípio básico de uma forma democrática de governo é a liberdade e a dignidade do indivíduo, é ter igualdade perante a lei. Nenhum ser humano pode ser chamado de livre a menos que seja capaz de seguir a sua vocação sem ser impedido por barreiras de castas, classe ou privilégio especial. Num sentido mais profundo, nenhum ser humano é verdadeiramente livre até que possa, sem medo ou pressão da coerção autoritária, desenvolver as suas potencialidades inatas e se aperfeiçoar moldando o seu próprio Kamma ou destino. Foi o Buda que, pela primeira vez, ensinou e realizou esses valores por meio do seu Dhamma. Isso levou ao florescimento de uma civilização que, até hoje, é uma maravilha na história da humanidade. Continue a ler…

Budismo num Mundo Democrático

O budismo é um modo de vida. Também é uma atitude. Destas duas características decorre a singularidade do budismo no mundo. O que é esse estilo de vida e como ele se integra no mundo moderno?

1. O budismo não é pensável sem a figura imponente do Buda. Vamos considerar isso primeiro e encontrar algumas pistas sobre a adaptabilidade do modo de vida que ele proclamou para o que chamamos de uma visão democrática. Continue a ler…

Veja também:

2 comentários

  1. Gostei muito do artigo sobre o budismo num mundo democratico! Data de 1960?
    Eh pena nao haver maior difusao destes belos principios e da util pratica na Tailandia.
    Porque se recusa o budismo a contribuir para a politica?

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    1. Sim, os dois artigos são bem antigos, por isso ainda que sejam pertinentes convém que sejam lidos tendo em conta as circunstâncias diferentes da época. Por exemplo esses artigos foram publicados originalmente pela Buddhist Publication Society, uma prestigiada editora budista sediada no Sri Lanka. Algumas décadas antes da publicação desses artigos, o Sri Lanka estava colonizado e instituições europeias tentavam converter quase que à força o povo ao cristianismo. O budismo tentou sobreviver por meio do debate e por isso é muito comum os mestres dessa época, às vezes até de forma bem contundente, tentarem mostrar a superioridade do budismo em relação a vários valores que lhes tentavam impor.

      Eu não sei se o budismo se recusa a contribuir assim tanto para a política. Em Myanmar por exemplo muitos monges estão na linha da frente da “luta” pela democracia. Não conheço em profundidade a situação politica da Tailândia mas muitas vezes até há criticas por os monásticos se envolveram em demasia com a política. Acontece é que o foco da Sangha monástica deve ser primordialmente a prática budista, demasiado envolvimento com a politica pode ser problemático. Os budistas leigos sim, devem ter uma participação política. Alguns desses países sofrem de problemas políticos que não são simples, alguns fruto ainda do tempo do colonialismo, e outros devido a outras situações. A própria cultura local também exerce influência. Mas eu não tenho grande conhecimento sobre esses aspetos.

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