Monge Gensho

Budismo, a ideia de Deus e o mundo espiritual

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Qual a visão do budismo sobre Deus? Para ser possível responder a essa questão, há que definir primeiro o que se entende por Deus. Se definirmos Deus como algum tipo de realidade última, existem conceitos no budismo que eventualmente poderão estar dentro dessa definição, tais como: Dhammakaya, Dharmadhatu, Tathagatagarbha, Buddhadhatu, Sunyata, Nibbana. Se definirmos Deus como um demiurgo, omnisciente e omnipotente, não criado e imortal, criador e controlador de tudo o que existe, como o Deus bíblico, nesse caso será incompatível com o budismo. No entanto, a eventual existência de seres imateriais ou de matéria subtil, como deidades e espíritos, não é de todo incompatível com o budismo. Na cosmologia budista existem vários reinos ou planos de existência, costuma-se falar em 6 Reinos que podem ser subdivididos em 32. Veremos de forma mais aprofundada o que alguns professores têm a dizer sobre este tema.

Sumário: O Deus criador – O Deus como o absoluto – Deidades e Espíritos – Reinos imateriais e Metáforas – Conclusão.

.: O Deus criador :.

A Idéia de Deus e a Criação | K. Sri Dhammananda

Trecho do livro Boas Perguntas, Boas Respostas, de Bhante Shravasti Dhammika

Pergunta: Vocês Budistas acreditam em um Deus? Leia o resto deste artigo »

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Investigue a fundo

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[Áudio-Palestra] Conclusões Precipitadas | Ajahn Mudito

 

Shariputra não acreditou em Buddha

O Venerável Shariputra, um dos discípulos do Buddha, era muito astuto. Uma vez quando o Buddha estava expondo o Dharma virou-se para ele e perguntou: “Shariputra, você acredita nisso? “Shariputra respondeu: “Não, eu não acredito”. O Buddha elogiou a resposta. “Isso é muito bom, Shariputra. Você é uma pessoa dotada de sabedoria. Aquele que é sábio não acredita rapidamente; ele ouve com uma mente aberta e depois pesa a verdade dos factos antes de acreditar ou desacreditar.”

Buddha pede para Upali investigar a fundo o seu ensinamento antes de se tornar seu discípulo

«”O Abençoado esclareceu o Dhamma de várias formas, como se tivesse colocado em pé o que estava de cabeça para baixo, revelasse o que estava escondido, mostrasse o caminho para alguém que estivesse perdido ou segurasse uma lâmpada no escuro para aqueles que possuem visão pudessem ver as formas. Venerável senhor, eu Leia o resto deste artigo »

Zazen

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buda-pedra-zen-zazenZazen é a compreensão do nosso verdadeiro Eu Taisen Deshimaru
Transcrição do artigo do Cap. 4 – Artigos escritos pelo mestre Taisen Deshimaru para os ocidentais, do livro “Verdadeiro Zen”, por Taisen Deshimaru. Editora Assírio & Alvim

Zazen não é outra coisa senão sentar-se tranquilamente e observar-se a si próprio objectivamente. O que é o “eu”? O meu mestre Kodo Sawaki dizia: “Devemos conhecer o nosso eu puro e verdadeiro. Devemos tornar-nos íntimos connosco próprios.”

Quer isto dizer que o que olha é o eu subjectivo e o que é olhado é o eu objectivo? Mesmo que esta relação do que olha e do que é olhado seja levada muito longe, é impossível descobrir aí o verdadeiro eu, que não é nem objectivo nem subjectivo. Este eu verdadeiro pode ser chamado o “sujeito puro”. Ele tudo governa; e não o é o sujeito, tal como o conhecemos em geral, mas um “super sujeito” individual. Ele está em relação a todo o universo. É, podemos dizer, “o espírito de Buda”. Dito isto de outro modo, zazen é olhar, do ponto de vista da objectividade, a manifestação subjectiva.

Por exemplo: precisamos de um Leia o resto deste artigo »

As 3 marcas da existência: Anicca, Dukkha, Anatta

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“As três características [ou marcas] – impermanência [anicca], sofrimento [dukkha] e não-eu [anatta], são uma clara e sucinta descrição da natureza dos fenómenos condicionados. Quando olhamos, nós vemos que toda a experiência está constantemente mudando que é, portanto, não confiável; e esta experiência surge devido a condições e não de um desejo nosso de que as coisas sejam de um certo jeito. Entretanto, apenas a compreensão dessas três características não é suficiente. É a sabedoria que se adquire ao experienciá-las profundamente que liberta a mente do apego.

O perigo, eu acho, em qualquer tradição espiritual é permanecer no nível filosófico. No Budismo, podemos facilmente nos perder só no pensamento das várias listas – as Quatro Nobres Verdades, o Caminho Óctuplo, os Cinco Obstáculos, os Sete Fatores da Iluminação. É importante seguir essas formulações dos ensinamentos na sua essência e explorar como elas podem servir para a nossa libertação para que estejamos, ao mesmo tempo, conectados e inspirados pela verdadeira mensagem do que o Buda ensinou.” – Joseph Goldstein (via: acessoaoinsight.net)

Palestra sobre as 3 Marcas

Conheça em mais detalhe cada uma das 3 Marcas

 Anicca (Impermanência) Leia o resto deste artigo »

Desapego e Apego

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O Desapego | Gyomay Kubose
Excerto do livro: Budismo Essencial: A Arte de Viver o Dia-a-Dia

O desapego é um dos mais importantes ensinamentos budistas. Na verdade, a vida de iluminação é o caminho do desapego. Muitos dos problemas da vida são causados pelo apego. Ficamos com raiva, preocupados, tornamo-nos ávidos, fazemos queixas infundadas e temos todos os tipos de complexos. Todas estas causas de infelicidade, tensão, teimosia e tristeza são devidas ao apego. Se você tem algum problema ou preocupação, examine a si mesmo e descobrirá que a causa é o apego.

Existe uma famosa história zen sobre um mestre e seu discípulo. Os dois estavam a caminho da aldeia vizinha quando chegaram a um rio caudaloso e viram na margem, uma bela moça tentando atravessá-lo. O mestre zen ofereceu-lhe Leia o resto deste artigo »

Amor Romântico, Amor Genuíno, Apego e Relações

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Nesta série de palestras, vamos conhecer o que alguns Mestres Budistas têm a dizer sobre o Amor, Apego e Relações.

Amor romântico e amor genuíno | Jetsunma Tenzin Palmo

«O problema é que nós sempre confundimos a ideia de amor com apego.

Sabe, nós imaginamos que o apego e o agarramento que temos nas nossas relações, demonstram que amamos, quando na verdade, é só apego, que nos causa dor. Porque quanto mais nos agarramos, mais temos medo de perder. E então se nós, de facto, perdermos, vamos sofrer.

O que quero dizer é que o amor genuíno é… Bom, o apego diz: “Eu te amo, por isso eu quero que você me faça feliz.” E o amor genuíno diz: “Eu te amo, por isso quero que você seja feliz. Se isso me incluir, ótimo! Se não me incluir, eu só quero a sua felicidade.”

É portanto um sentimento bem diferente.

Sabe, o apego é como segurar com bastante força. Mas o amor genuíno é como segurar com muita gentileza, nutrindo, mas deixando que as coisas fluam.

Não é ficar Leia o resto deste artigo »