Personalidades

Richard Gere: ator, budista e filantropo

Richard Gere é um dos budistas mais conhecidos do mundo. Nasceu em 1949 em Filadélfia, nos EUA. Em 1970 começou a aparecer em filmes de Hollywood, o que o levou à fama. Por se ter posicionado contra as políticas do regime chinês, Gere tornou-se numa persona non grata em Hollywood. Ficou exilado de Hollywood mas continuou a ser reconhecido pelos papeis desempenhados em filmes independentes.

Gere também tem talento para a música. Ele aparece no Pretty Woman tocando um tema de piano composto por ele, e tocando guitarra no filme Runaway Bride. Ele é um dançarino brilhante e também já treinou Karate.

Sobre o consumismo e a exacerbação que existe no mundo cinematográfico, Gere diz que “isso é tudo verdade, mas é como a vida de todos os outros também. É só entrar nos jornais, só isso. São as mesmas emoções, o mesmo sofrimento, os mesmos problemas. Não faz diferença.”

Richard Gere foi metodista e antes de conhecer o budismo esteve envolvido numa busca filosófica e espiritual. O seu interesse pelo budismo começa aos 20 anos. Sob a orientação de Kyozan Joshu Sasaki, ele estudou o Zen durante uns 5 ou 6 anos.

Em 1978 viajou com a pintora brasileira Sylvia Martins para o Nepal, onde conheceu muitos monges e lamas tibetanos. Depois na Índia conheceu o 14º Dalai Lama e se tornou um praticante do budismo tibetano (escola Gelugpa). Gere afirma que ter conhecido o budismo e particularmente o primeiro encontro com o Dalai Lama, mudou completamente a sua vida. Tornou-se um defensor ativo do Dalai Lama e o visita regularmente em Dharamshala.

 “Tive a sensação muito clara de que sempre estive em meditação, de nunca ter deixado a meditação. Que era uma realidade muito mais substancial do que aquilo que normalmente consideramos ser a realidade.”

– Richard Gere, in Lion’s Roar.

Desde os 24 anos que costuma meditar no mínimo entre 45 minutos a 1 hora, mesmo quando está a fazer um filme. Mente Zen, Mente de Principiante, de Shunryu Suzuki, é um dos livros sobre budismo que ele mais recomenda, e obviamente também os livros do Dalai Lama.

Gere diz que muitos dos que entram no Dharma pensam se não deviam se tornar monges ou monjas e que são as únicas circunstâncias adequadas para praticar, mas que cada vez percebe mais da importância de praticar dentro da vida quotidiana, porque há muito para fazer, para transformar na nossa cultura e sociedade.

Sente-se com muita sorte por ser ator e poder brincar com as realidades ilusórias e as preocupações mundanas, de poder ver tudo isso sem que seja afetado por essas emoções.

É um defensor dos direitos humanos no Tibete e por isso está proibido de entrar na República Popular da China. Em 1993, Gere foi impedido de ser apresentador dos Óscares, depois de denunciar o governo chinês enquanto anunciava os indicados.

Ele tem usado a sua fortuna para a propagação do Dharma e a filantropia. Tem-se envolvido em várias ações humanitárias e ecológicas.

Referências: Wikipédia, Lion’s Roar, Tricycle.

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