Meditação

O que não é meditação | 11 equívocos

"Na meditação budista existem três fatores essenciais: moralidade, concentração e sabedoria. Os três crescem juntos à medida que a sua prática se aprofunda." - Bhante Gunaratana

O seguinte texto é um trecho do livro “A Meditação da Plena Atenção” de Ven. Bhante Henepola Gunaratana, e é escrito exclusivamente sob o ponto de vista da meditação budista Vipassana. No geral, estes equívocos também se aplicam a outros métodos de meditação budista, mas eventualmente um ou outro aspeto pode não estar em acordo.

Existem inúmeros conceitos errados sobre meditação. Periodicamente surgem aqui e ali e os iniciantes sempre repetem as mesmas questões. É melhor falar delas já, porque são preconceitos que podem atrapalhar seu progresso. Vamos examinar esses conceitos errados um por um e dissolvê-los.

Equívoco 1:
Meditação é apenas uma técnica de relaxamento.

O que assusta aqui é a palavra “apenas”. Relaxar é um componente chave da Meditação, mas a Meditação Vipassana visa uma meta muito mais elevada. Todavia, a afirmativa é essencialmente verdadeira para muitos outros sistemas de meditação. Todos os procedimentos de meditação enfatizam a concentração da mente levando-a a repousar em um objeto ou em uma área do pensamento. Caso isso seja feito com suficiente esforço e vigor você alcança um relaxamento profundo e prazeroso que é chamado de jhana. É um estado de suprema tranqüilidade que conduz ao êxtase. É um estado de satisfação que está acima e além de qualquer coisa que possa ser experimentado no estado normal de consciência. Muitos sistemas param exatamente aqui. Esta é a meta e quando você a atinge passa apenas a repetir a experiência para o resto da vida. Isto não é assim com a Meditação Vipassana. Ela busca outra meta – a consciência. Concentração e relaxamento são considerados elementos concomitantes da consciência. Eles são pré-requisitos necessários, ferramentas úteis e ao mesmo tempo subprodutos benéficos, mas não são a meta. A meta é o insight. A meditação Vipassana é uma prática profundamente religiosa que visa a nada menos que a purificação e a transformação de sua vida quotidiana. (…)

Equívoco 2:
Meditação significa entrar em transe.

Essa afirmativa pode ser aplicada corretamente a certos sistemas de meditação, mas não à meditação Vipassana. A meditação do Insight não é uma forma de hipnose. Você não vai apagar a mente de modo a ficar inconsciente. Não estará tentando se transformar em um vegetal sem emoções. É exatamente o contrário. Você se tornará cada vez mais afinado com as suas próprias mudanças emocionais. Aprenderá a conhecer a si mesmo com grande clareza e precisão. Ao aprender esta técnica, sobrevêm certos estados que ao observador podem assemelhar-se a transes. Mas na realidade é o oposto. No transe hipnótico, o indivíduo é susceptível ao controle alheio, enquanto que na concentração profunda o meditante permanece totalmente sob seu próprio controle. A semelhança é apenas superficial e de qualquer maneira, esses fenômenos não são a meta do Vipassana. Como dissemos, a profunda concentração de jhana é uma ferramenta, base de apoio no caminho da consciência elevada. Por definição, Vipassana é o cultivo da plena atenção ou da consciência. Se perceber que está se tornando inconsciente na meditação, então não estará meditando de acordo com a definição do termo usado no sistema Vipassana. Isto é muito simples.

Equívoco 3:
A meditação é uma prática misteriosa que não pode ser entendida.

E quase verdade, mas não é. A meditação abrange níveis de consciência mais profundos que o pensamento simbólico. Por isso, alguns dos dados da meditação não podem ser traduzidos em palavras. Mas não são de modo algum incompreensíveis. Existem meios mais profundos de compreensão que não empregam palavras. Você sabe andar. Provavelmente não pode descrever com exatidão a ordem exata com que seus nervos e músculos se contraem durante o processo. Mesmo assim, você anda. A meditação deve ser entendida da mesma forma, meditando. Meditação não é algo que você possa aprender de forma abstrata. Não é algo de se falar a respeito. É algo para ser experimentado.

A meditação não é uma fórmula vazia que fornece resultados automáticos e previsíveis. Na verdade você nunca pode prever com exatidão o que ocorrerá durante uma sessão de meditação. Cada vez é uma investigação, um experimento, uma aventura. Tanto isto é verdadeiro que quando você alcança em sua prática um sentido de predizibilidade e estagnação, pode usar isto como um indicador. Significa, que de certa forma, você se desviou e está caminhando para a estagnação. Aprender a olhar para cada instante como se fosse o primeiro e único instante do universo é o que há de mais essencial na meditação Vipassana.

Equívoco 4:
O propósito da meditação é tornar-se um super-homem psíquico.

Não, o propósito da meditação é tornar-se mais consciente. A meta não é ler a mente. A meta não é levitar. A meta é a libertação. Existe uma relação entre fenômeno psíquico e meditação, mas essa relação é complexa. Durante os primeiros estágios do caminho do meditante, esses fenômenos podem ou não ocorrer. Algumas pessoas podem experimentar alguma compreensão intuitiva ou lembranças de vidas passadas, outras não. Seja como for, isto não é considerado como habilidade psíquica bem desenvolvida e confiável. Nem se deve dar muita importância para isso. Na realidade, esses fenômenos, são até mesmo um pouco perigosos para os iniciantes porque são muito sedutores. Pode ser uma armadilha do ego para conduzi-lo para fora do caminho. O melhor conselho é não lhes dar nenhuma ênfase. Se ocorrerem, está bem; se não ocorrerem, também está bem. É pouco provável que ocorram.

A certa altura da prática do meditante pode-se praticar exercícios especiais para se desenvolver poderes psíquicos. Mas isso acontece esporadicamente. Após ter alcançado um estágio muito profundo de jhana, o meditante estará suficientemente avançado para trabalhar com esses poderes sem o perigo de perder o controle deles ou prejudicar sua própria vida. Ele então os desenvolverá com o propósito exclusivo de servir aos outros. Este estágio surge apenas após décadas de prática. Não se preocupe com isso. Apenas se concentre em desenvolver cada vez mais a atenção. Caso apareçam vozes e visões apenas tome conhecimento delas e as deixe ir. Não se deixe envolver.

Equívoco 5:
A meditação é perigosa e uma pessoa prudente deve evitá-la.

Tudo é perigoso. Ao atravessar a rua você pode ser pego por um ônibus. Ao tomar um banho pode quebrar o pescoço. Ao meditar provavelmente você trará à tona fatos desagradáveis de seu passado. Material suprimido, que foi enterrado durante tanto tempo e que pode ser assustador. Mas ele é também altamente proveitoso. Nenhuma atividade é completamente isenta de riscos, mas isso não quer dizer que devemos nos embrulhar em um casulo protetor. Isto não é viver. Isto é morte prematura.

A maneira de trabalhar com o perigo é conhecer sua extensão, onde ele pode aparecer e o que fazer quando isto acontece. Este é o propósito deste manual. Vipassana é o desenvolvimento da consciência. Isto em si mesmo não é perigoso; pelo contrário, o aumento da atenção é a salvaguarda contra o perigo. A meditação, quando corretamente feita, é um processo suave e gradual. Pratique aos poucos, tranqüilamente, e o desenvolvimento de sua prática ocorrerá de maneira muito natural. Nada deverá ser forçado. Mais tarde, sob a proteção sábia e exame minucioso de um mestre competente, você poderá acelerar o ritmo de seu desenvolvimento através de períodos de meditação intensiva. No começo, porém vá com clama. Trabalhe suavemente e tudo estará bem.

Equívoco 6:
A meditação é para santos e monges e não para pessoas comuns.

Essa atitude é muito comum na Ásia onde monges e homens santos recebem amplíssima reverência ritualizada. É muito parecida com a atitude ocidental de idolatrar artistas de cinema e heróis do esporte. São estereótipos, parecem ser gigantes e lhes atribuem características fabulosas, que na verdade, nenhum ser humano pode ter. Mesmo aqui no Ocidente existe um pouco dessa opinião sobre meditação. Espera-se que o meditante seja uma pessoa prodigiosamente piedosa e em cuja boca a manteiga nunca se derrete. Um ligeiro contato pessoal com essas pessoas afastará rapidamente essa ilusão. Geralmente são pessoas de enorme energia e alegria, pessoas de um vigor assombroso. É verdade que muitos homens santos meditam, mas não meditam porque são homens santos. É o inverso. São homens santos porque meditam. Foi a meditação que os levou à santidade. Começaram a meditar antes de ser santos, pois de outra maneira não seriam santos. Este é o ponto importante.

Um grande número de estudantes pensa que uma pessoa tem que ser completamente ética antes de começar a meditar. Essa é uma estratégia que não funciona. A moralidade exige um certo grau de controle mental. É um pré-requisito. Você não pode seguir uma série de preceitos morais sem um mínimo de autocontrole, pois se sua mente estiver continuamente girando como um tambor de máquina caça-níquel, o autocontrole será muito difícil. Portanto devemos começar pelo cultivo da mente.

Na meditação budista existem três fatores essenciais: moralidade, concentração e sabedoria. Os três crescem juntos à medida que a sua prática se aprofunda. Cada um influencia os demais, portanto você os cultiva juntos e não um de cada vez. Quando você adquire a sabedoria de entender uma situação verdadeiramente, a compaixão por todas as partes envolvidas é automática, e compaixão significa que automaticamente você evita qualquer pensamento, palavra ou ato capaz de prejudicar a si mesmo ou aos outros. Portanto seu comportamento é automaticamente moral. Apenas quando não compreende profundamente as coisas é que cria problemas. Quando não consegue ver as conseqüências de sua ação, você vai fazer bobagem. Aquele que estiver esperando tomar-se totalmente moral antes de começar a meditar estará esperando por um “mas” que nunca chegará. Os antigos sábios dizem que é como esperar que o oceano se tome calmo para entrar no mar.

Para entender melhor esta relação, pensemos que existem níveis de moralidade. O nível mais baixo é a obediência a um conjunto de regras e regulamentos estabelecidos por alguém. Pode ser, por exemplo, pelo seu profeta favorito. Pode ser pelo Estado, pelo chefe da tribo ou pelo seu pai. Não importa quem tenha estabelecido as regras, nesse nível o que você tem a fazer é conhecê-las e segui-las. Um robô pode fazer isso. Até um chimpanzé as implementaria, se forem bastante simples e no treinamento levasse uma varada cada vez que quebrasse uma das regras. Nesse nível a meditação não é necessária. Tudo que você precisa são as regras e de alguém para aplicar as varadas. O próximo nível de moralidade consiste em obedecer às mesmas regras até na ausência de alguém que aplique as varadas. Você obedece porque internalizou as regras. Você mesmo se pune quando viola uma delas. Esse nível exige um pouco de controle mental. Quando seu padrão de pensamento é caótico, seu comportamento também o será. A cultura mental reduz o caos mental.

Existe um terceiro nível de moralidade que pode ser chamado de ética. E um nível bem superior na escala, uma verdadeira mudança de paradigma na orientação. Pela ética, não seguimos de modo rígido e apressado, regras ditadas por uma autoridade. A pessoa escolhe seu próprio comportamento de acordo com as necessidades da situação. Esse nível necessita inteligência genuína e habilidade para que em todas as situações se possa jogar com todos os fatores, e chegar a uma resposta única, criativa e apropriada. Ademais, o individuo para tomar essa decisão precisa ter removido seus limitados pontos de vista pessoais. Ele deve ver a situação como um todo a partir de um ponto de vista objetivo, dando igual peso às suas próprias necessidades e às alheias. Em outras palavras, a pessoa deve estar livre da ganância, do ódio, da inveja e de todos os outros entulhos egóicos que comumente nos impedem de enxergar o ponto de vista alheio. Apenas então pode escolher o preciso grupo de ações que será verdadeiramente o melhor para aquela situação. Sem dúvida, a não ser que tenha nascido um santo, esse tipo de moralidade necessita de meditação. Não há outro modo de se adquirir essa habilidade.

Além do mais, esse nível demanda um exaustivo processo de escolha. Caso tente computar todos os fatores de cada situação com sua mente consciente você vai se cansar. O intelecto não consegue manter no ar muitas bolas ao mesmo tempo. Há uma sobrecarga. Felizmente essa escolha pode ser feita com facilidade em um nível mais profundo de consciência. A meditação pode realizar esse processo de escolha. É um sentimento extraordinário.

Um dia você se vê diante de um problema, vamos dizer, lidar com o último divórcio do tio Herman. Soa insolúvel, são tantos “talvez”, que colocaria o próprio rei Salomão em dificuldades. No outro dia você está lavando a louça, pensando em outra coisa diferente, e de repente surge a solução. Emerge das profundezas da emente e você diz, ‘Ah há!’ e tudo se resolve. Esta espécie de intuição só ocorre quando você desliga os circuitos lógicos ante o problema e dá para a mente profunda a oportunidade de elaborar a solução. A mente consciente só faz atrapalhar. A meditação ensina como se desvencilhar do processo de pensamento. É a arte mental de sair do seu próprio círculo vicioso, sendo uma atividade muito útil na vida cotidiana. Com toda certeza, a meditação não é uma prática irrelevante reservada para ascetas e ermitões. É uma habilidade prática, focada nos eventos do dia a dia e tem aplicação imediata na vida de todos. Meditação não é uma coisa do outro mundo.

Infelizmente, esse fato se constitui em uma desvantagem para certos estudantes. Eles iniciam a prática na expectativa de uma revelação cósmica instantânea acompanhada de um coro angelical. O que realmente eles obtêm é um modo mais eficiente de remover o entulho e lidar melhor com o divórcio do tio Herman. Não há necessidade de eles ficarem desapontados. Solucionar o entulho vem em primeiro lugar. As vozes dos arcanjos demorarão um pouco mais.

Equívoco 7:
Meditação é fugir da realidade.

Incorreto. Meditação é ir ao encontro da realidade. Ela não o isola da dor da vida. Permite um mergulho tão profundo em todos os aspectos da vida que você ultrapassa a barreira da dor e atinge para além do sofrimento. Vipassana é uma prática realizada com a intenção específica de enfrentar a realidade, experimentar a vida de uma maneira integral, exatamente como ela é, e suportar aquilo que encontra. Ela permite por de lado as ilusões e libertar-se daquelas educadas pequenas mentiras que vem contando a si mesmo o tempo todo. O que existe está aqui. Você é o que é, e mentir a si mesmo sobre suas próprias fraquezas e motivações apenas o liga mais firme à roda da ilusão. A meditação Vipassana não é uma tentativa de esquecer ou de encobrir seus problemas. É aprender a ver-se como de fato você é. Ver o que está ali e aceitá-lo completamente. Somente assim poderá mudá-lo.

Equívoco 8:
A meditação é uma bela maneira de inebriar-se.

Bem, sim e não. A meditação às vezes produz sensações de contentamento encantadoras. Mas não é esse o propósito e elas não ocorrem sempre. Ademais, caso medite com esse propósito em mente, isso é ainda mais difícil de ocorrer do que quando o propósito é a meditação correta, que é o de aumentar o estado de atenção. O êxtase resulta do relaxamento e o relaxamento resulta da liberação das tensões. Buscar o êxtase na meditação introduz tensão no processo, o que termina por atrapalhar a cadeia de eventos É uma pegada ardilosa. Você só alcança o êxtase se não procurá-lo.

Além do mais, caso esteja buscando euforia e boas sensações, existe um caminho mais fácil de obtê-las. Elas estão disponíveis nos bares e com suspeitosos indivíduos pelas esquinas por todo o país. O propósito da meditação não é a euforia. Ela freqüentemente aparece, mas deve ser olhada como um subproduto. Ainda assim, é um efeito colateral muito prazeroso e se torna mais e mais freqüente quanto mais meditar. Entre os praticantes mais avançados não há dúvida sobre esse ponto.

Equívoco 9:
A meditação é algo egoísta.

Certamente ela se assemelha a isto. Lá está o meditante sentado sob a sua pequena almofada. Estará doando sangue? Não. Estará ajudando as vítimas de um desastre? Não. Porém, examinemos sua motivação. Por que procede dessa forma? Sua intenção é purificar sua mente da raiva, do preconceito e do ressentimento. Ele está ativamente engajado no processo de afastamento da cobiça, da tensão e da insensibilidade. Esses são os verdadeiros obstáculos à sua compaixão pelos outros. Enquanto não se livrar deles, qualquer boa obra que tiver feito provavelmente será apenas uma ampliação do seu próprio ego e, a longo prazo, não são de nenhuma ajuda.

Prejudicar em nome da ajuda é um dos mais antigos jogos. O grande inquisidor da Inquisição Espanhola tinha os mais sublimes motivos. A execução das bruxas de Salem teve lugar em nome do “bem público”. Examine a vida pessoal de meditantes avançados e com freqüência verá que se dedicam a serviços humanitários. Raramente os verá em cruzadas missionárias prestes a sacrificar alguns indivíduos em nome de alguma idéia piedosa. A verdade é que somos mais egoístas do que supomos. Quando permitimos, o ego encontra um jeito de transformar as atividades mais sublimes em lixo. Através da meditação nos tornamos cientes de nós mesmos, exatamente como somos, identificando os numerosos artifícios sutis com que manifestamos nosso egoísmo. É então que verdadeiramente começamos a ser genuinamente isentos de egoísmo. Purificar o egoísmo não é uma atividade egoísta.

Equívoco 10:
Quando você medita, senta e busca pensamentos sublimes.

Novamente errado. Existem certos sistemas de contemplação que fazem coisas desse tipo. Mas isso não é Vipassana. Vipassana é a prática da atenção. Atenção a tudo que aparece, seja a suprema verdade ou qualquer refugo inútil. O que está ali é o que é. Certamente, pensamentos estéticos sublimes podem aparecer durante a prática. Eles não devem ser evitados. Nem tampouco devem ser buscados. Eles são apenas efeitos colaterais agradáveis. Vipassana é uma prática simples. Consiste em experimentar diretamente os eventos da sua vida diária, sem preferências e sem imagens mentais coladas a eles. Vipassana é ver a sua vida desenrolar-se momento a momento, sem vieses. O que aparecer apareceu. É muito simples.

Equívoco 11:
Algumas semanas de meditação e todos os meus problemas estarão resolvidos.

Desculpem, mas meditação não é remédio instantâneo para todos os males. Imediatamente você começará a perceber mudanças, mas efeitos realmente profundos apenas após anos de prática. É assim que o universo é construído. Nada de valor se consegue de um dia para o outro. Sob certos aspectos a meditação é difícil. Requer uma longa disciplina e às vezes um processo penoso de prática. Cada vez que sentar em meditação obterá alguns resultados que freqüentemente são muito sutis. Eles ocorrem na profundidade da mente e apenas se manifestam muito tempo depois. Caso se sentar procurando constantemente mudanças enormes e instantâneas você não vai perceber as mudanças sutis. Ficará desanimado, desistirá e jurará que essas mudanças jamais ocorrem.

Paciência é a chave. Paciência. Se na meditação não aprender nada mais, aprenderá a paciência. E esta é a lição mais valiosa.

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