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Monge tibetano clinicamente morto não apresenta sinais de decomposição

O Governo Tibetano no exílio, oficialmente Administração Central Tibetana, relata que o monge Geshe Tenpa Dhargyal foi declarado morto há 26 dias, mas o corpo não apresenta sinais de decomposição. Acredita-se que o monge tenha entrado num estado meditativo tântrico chamado de tukdam.

Geshe Tenpa Dhargyal foi um estudioso budista do Mosteiro Gaden Jangtse, no sul da Índia. Ele passou anos estudando o cânone budista tibetano e praticando intensivamente.

Tukdam é uma palavra tibetana composta por “tuk”, transliterado de thugs, significando mente/coração/intenção, e “dam” que significa samadhi, um estado meditativo. Trata-se de um fenómeno budista no qual a consciência do mestre realizado permanece no corpo, apesar da sua morte física. Mesmo sendo declarados clinicamente mortos, seus corpos não mostram sinais de decomposição durante dias ou semanas sem preservação. Há um certo brilho no rosto e algum calor no corpo como qualquer outra pessoa teria.

Este não foi um caso único, fenómenos como este têm sido noticia. O Dr. Evan Thompson relata vários outros exemplos de tukdam no seu livro Waking, Dreaming, Being: Self and Consciousness in Neuroscience, Meditation, and Philosophy.

Thompson depois de passar um tempo no Center for Investigating Healthy Minds da University of Wisconsin-Madison com o pesquisador de meditação Dr. Richard Davidson, disse que: “Uma possibilidade intrigante que surgiu a partir desse encontro veio de intercâmbios entre os especialistas em meditação tibetana e o cientista Mark Roth, que trabalha com biologia molecular de animação suspensa no Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle. Os especialistas em meditação tibetana descreveram certos estados meditativos profundos nos quais o corpo parece entrar numa espécie de estase sem respiração observável. Roth se perguntou se essas práticas são capazes de reduzir a demanda de oxigênio e desacelerar ou mesmo interromper a atividade metabólica. Ele especulou que, desenvolvendo em vida tais técnicas, os meditadores que as praticam no momento da morte podem ser capazes de alterar o curso fisiológico usual de morrer, afetando o metabolismo do corpo.”

A investigação científica sobre este fenómeno começou há alguns anos por iniciativa de S. S. o Dalai Lama.

Imagem de destaque: Geshe Tenpa Dhargyal no estado meditativo Thukdam, após 20 dias de morte clínica. Foto de: tibete.net. Referências: Buddhistdoor, The Tribune, CTA.

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