Certa vez um mestre estava a deliciar-se com um melão, ao ver o seu discípulo ele lhe oferece o melão.
“E então, o que me diz? Que te parece o melão?” – pergunta o mestre – “Tem bom gosto?”
“Sim, sim! Muito bom gosto!” – disse o discípulo.
O mestre faz então outra pergunta: “O que é que tem bom gosto, o melão ou a sua língua?”
O discípulo refletiu e respondeu: “O sabor do melão, puramente falando, não existe. Na verdade, o sabor provém da interdependência entre a língua e o melão, que então depende da interpretação do…”
O mestre então olhou indignado para o discípulo e disse: “Não sejas idiota! O melão está simplesmente maravilhoso!”
Fonte: Histórias para a Sabedoria – Uma Ontologia de Koans, Contos, Lendas e Parábolas Orientais.
Compilação e Edição de: Shén Lóng Fēng.
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Amei , adoro ler sobre essas parabulas, mas uma não entendi, onque o metre quiz dizer que o.mrlao tinha gosto e aí pergunta , qual.bom gosto tem o melão ou sua língua, por um minuto entendi que para saborear vc tinha que ficar em silêncio , mas essa a resposta axo que ficou no ar, alguém sabe
Interpreto que o que importava naquele momento era simplesmente disfrutar do melão. Esse tipo de discussão filosófica era irrelevante. O mestre provocou o discípulo com essa pergunta e o discípulo simplesmente caiu na “armadilha” do mestre e começou a filosofar em vez de apenas saborear o melão.