Mestres Zen/Chan

O Altar Budista e a prática devocional

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Um altar budista representa principalmente as 3 Jóias (Buda, Dharma e Sangha) e o nosso potencial de nos tornarmos num Buda. Existe muita simbologia no altar que nos comunica e nos relembra determinados aspetos do caminho.

Não se trata de endeusar ou de idolatria. Nós somos influenciados pelas coisas com as quais contactamos. A prática do altar é uma forma de alimentarmos a mente com o Dharma, de a nutrirmos com boas qualidades, de estabelecermos uma conexão emocional e enraizarmos a prática em Leia o resto deste artigo »

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“O Buda não era Budista!” Será mesmo?

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Por vezes surge alguém que diz que o” Buda não era budista”, “Jesus não era Cristão”, “Maomé não era Muçulmano”, etc. Alguns poucos mestres budistas também já afirmaram que o ” Buda não era budista”, outros não corroboram com essa afirmação.

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A grande maioria dessas afirmações veem principalmente de pessoas influenciadas pelo movimento New Age e surge como uma crítica a filiarmo-nos a uma escola budista ou a termos algum mestre que seguimos. É uma crítica às instituições, comunidades, e a glorificação do caminho individual e do Leia o resto deste artigo »

Fugindo de si mesmo | Thich Nhat Hanh 

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“Existem bons livros e filmes que você pode aproveitar. Não há problema em divertir-se com eles. Mas, às vezes, a qualidade do filme ou livro realmente não é boa, e mesmo assim você não desliga, porque se fizer isso, terá de retornar e experimentar o sofrimento dentro de você. Essa é a prática de muitas pessoas na nossa sociedade.

Muitas pessoas não conseguem estar consigo mesmas. Elas têm dor, sofrimento, ou preocupações dentro de si, e elas leem ou assistem ou escutam para encobrir isso, para fugir de si mesmas.

Consumir mídia dessa forma é apenas fugir e o seu efeito dura pouco. Você pode esquecer o seu sofrimento por algum tempo, mas em algum momento você terá que voltar a si mesmo.

O Buda recomendou não tentar fugir, mas aprender a tomar conta de nós mesmos e transformar nosso sofrimento.”

– Thich Nhat Hanh
in Entrevista a Thich Nhat Hanh, por Andrea Miller; tradução no Olhar Budista

Veja também:


Sobre Thich Nhat Hanh | Lista de Mestres e Professores

O Sermão da Flor do Buda

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“Um bom professor é melhor que a maioria dos livros sagrados. Os livros contêm palavras e o Ch’an não pode ser transmitido por meras palavras” – Hsü Yun

Trecho do livro “Nuvem Vazia: Os Ensinamentos Zen” de Hsü Yun (Cap. IV). Edições Nalanda.

Um bom professor é melhor que a maioria dos livros sagrados. Os livros contêm palavras e o Ch’an não pode ser transmitido por meras palavras. Suponho que você irá pensar: “Bem, se este velho homem diz que as palavras são inúteis, por que ele fala tanto?” A religião tem muitos mistérios, e talvez o maior mistério de todos é: Porque os professores dizem que as palavras nunca são suficientes e, então, falam e falam até que os ouvidos de seus estudantes se transformem em pedras?

Buddha, certa vez, estava perto de um lago no monte Grdhrakūta e se preparava para proferir um sermão para seus discípulos que lá estavam, esperando para ouvi-lo. Enquanto o Bem-Aventurado esperava seus estudantes se assentarem, ele percebeu um Leia o resto deste artigo »

Sutra do Coração | Canções, recitações e palestras

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O Sutra do Coração é um dos mais importantes e conhecidos sutras do budismo mahāyāna. É reverenciado por muitos budistas como uma explicação perfeita da natureza da realidade. “Forma é vazio, vazio é forma” é a expressão mais conhecida do sutra (para compreender essa afirmação, explore os artigos linkados no final deste post). O Sutra é notável pela sua brevidade, concisão e claridade. Tem esse nome por ser considerado representativo dos ensinamentos básicos dos Sutras da Sabedoria Perfeita (Prajnaparamita), que são muito mais longos.

Confira neste post: O sutra cantado por diferentes artistas – Concerto de banda japonesa (com um sacerdote Zen) – Mantra do sutra – Recitações – Palestras sobre o sutra – Tradução.

Sutra do Coração cantado

por Imee Ooi

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O Zen e as Artes Marciais

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Trechos do livro Zen e Artes Marciais de Taisen Deshimaru.
Tradução de Ana Calazans, publicado originalmente no blog Zen Kung Fu (artigo 1, 2, 3, 4, 5 ) e disponibilizado neste site com permissão da tradutora. A obra completa não tem tradução para português.

Karate, Budo

A Nobre Luta do Guerreiro

O Budo é o caminho do guerreiro; agrega o conjunto das artes marciais japonesas. O Budo aprofundou de maneira direta as relações existentes entre a ética, a religião e a filosofia. Sua relação com o esporte é muito recente. Os textos antigos que tratam do Budo concernem essencialmente à cultura mental e a reflexão sobre a natureza do eu. Quem sou eu?

Em japonês, Do significa o Caminho. Como seguir este caminho? Por qual método se pode obtê-lo? Não se trata somente do aprendizado de uma técnica, de um wasa, e muito menos de Leia o resto deste artigo »

A Realidade Ilusória | Dokushô Villalba

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“O erro que todos cometemos é considerar que o nosso ponto de vista estreito, pequeno, insignificante é a realidade universal, é a Verdade! Em vez de reconhecermos que é uma pequeníssima percepção de algo tão vasto, enorme e misterioso, que é a existência.” – Dokushô Villalba

Budismo, Realidade Ilusória

O texto que se segue é uma transcrição quase integral da palestra de Dokushô Villalba, intitulada de Maya, la Realidad Ilusoria. Confira no final do post o vídeo do Youtube com a palestra integral.

Maya é uma palavra da língua sânscrita e significa ilusão. É utilizada para nos referirmos à natureza ilusória da realidade.

Esta realidade é ilusória, mas não significa que exista outra realidade que não seja. Tudo o que possamos perceber com os sentidos, tudo o que possamos pensar, categorizar é Maya, é ilusório. Porquê? Porque os nossos orgãos sensoriais são condicionados e limitados. Por exemplo, nós não vemos os ultravioletas nem infravermelhos, vemos apenas uma parte muito pequena do espectro eletromagnético. Vemos apenas uma pequena parte da realidade, e ao tomarmos a realidade como tal, então caímos numa ilusão.

É a mesma ilusão que experimentavam os personagens do Leia o resto deste artigo »

O inferno somos nós, do ódio à cultura de paz | Monja Coen e Leandro Karnal

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Monja Coen é uma das mais conhecidas divulgadoras do budismo no Brasil. Leandro Karnal é historiador e está entre os pensadores mais conhecidos do Brasil. Coen e Karnal juntaram-se para escreverem o livro O inferno somos nós: do ódio à cultura de paz.

Como transformar uma cultura de violência numa cultura de paz? Essa indagação é a mote do livro, e é assim que começa a apresentação da obra na palestra do vídeo partilhado.

A Monja Coen diz-nos que não é que nós não vamos sentir raiva, é natural do ser humano ficar enraivecido por coisas que nos parecem impróprias. Mas o que nós fazemos com isso? Como é que nós dialogamos? Como é que nós somos capazes de criar condições de transformação sem ser pelo grito?

Coen enfatiza a importância de Leia o resto deste artigo »

[Filme] Da Tang Xuan Zang

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Sinopse: Durante a era da Dinastia Tang de “Zhen Guan” (nome da era durante o governo do imperador Taizong), o jovem monge Xuan Zang, na sua busca por conhecimento budista, embarcou numa viagem à Índia, cheia de riscos e perigos. Ele encontra desastres naturais e vê os sofrimentos das pessoas comuns. Soldados atravessam o seu caminho, o seu discípulo trai-o, ele enfrenta os desertos, fica sem comida e água, tudo na busca pelos ensinamentos de Buda. Ele finalmente chega à Índia e estuda o budismo seriamente. Quando retorna para a China já tem 50 anos.

Este premiado filme é uma biografia de Xuan Zang, que teve um papel importante no Leia o resto deste artigo »