Zen/Chan

O inferno somos nós, do ódio à cultura de paz | Monja Coen e Leandro Karnal

Publicado em

Monja Coen é uma das mais conhecidas divulgadoras do budismo no Brasil. Leandro Karnal é historiador e está entre os pensadores mais conhecidos do Brasil. Coen e Karnal juntaram-se para escreverem o livro O inferno somos nós: do ódio à cultura de paz.

Como transformar uma cultura de violência numa cultura de paz? Essa indagação é a mote do livro, e é assim que começa a apresentação da obra na palestra do vídeo partilhado.

A Monja Coen diz-nos que não é que nós não vamos sentir raiva, é natural do ser humano ficar enraivecido por coisas que nos parecem impróprias. Mas o que nós fazemos com isso? Como é que nós dialogamos? Como é que nós somos capazes de criar condições de transformação sem ser pelo grito?

Coen enfatiza a importância de Leia o resto deste artigo »

Anúncios

Seja belo(a), seja você mesmo(a)

Publicado em Atualizado em

Entrevista a Thich Nhat Hanh, por Andrea Miller, in Lion’s Roar. Ver Artigo Original.
Publicado no Olhar Budista com  a permissão da Parallax Press, divisão editorial da Comunidade Plum Village de Budismo Engajado, www.parallax.org.
Tradução de Bianca Cervo Pagnon.

É muito doloroso quando alguém que amamos passa por dificuldades sérias, como doença mental, estresse pós-traumático ou vício. Às vezes parece que os problemas dessa pessoa são tão grandes que nós não podemos realmente ajudar, dessa forma, nós podemos querer nos afastar dela e de seus problemas. Outras vezes, nós tentamos ajudar e acabamos consumidos pelas batalhas da outra pessoa. O que podemos fazer para ajudar nessas situações difíceis sem acabarmos sobrecarregados?

Quando você se sente sobrecarregado, você está se esforçando demais. Esse tipo de energia não ajuda nem a outra pessoa nem a você mesmo. Você não deve se apressar para ajudar logo de cara. Existem duas coisas: Leia o resto deste artigo »

A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen e a Sabedoria Transcendental

Publicado em Atualizado em

arqueiro-arco-flechaIntrodução de D. T. Suzuki, ao livro “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen” de Herrigel Eugen. Editora Pensamento, Edição 987.

O que nos surpreende na prática do tiro com arco e na de outras artes que se cultivam no Japão (e provavelmente também em outros países do Extremo Oriente) é que não tem como objetivo nem resultados práticos, nem o aprimoramento do prazer estético, mas exercitar a consciência, com a finalidade de fazê-la atingir a realidade última. A meta do arqueiro não é apenas atingir o alvo; a espada não é empunhada para derrotar o adversário; o dançarino não dança unicamente com a finalidade de executar movimentos harmoniosos. O que eles pretendem, antes de tudo, é harmonizar o consciente com o inconsciente.

Para ser um autêntico arqueiro, o domínio técnico é insuficiente, E necessário transcendê-lo, de tal maneira que ele se converta numa arte sem arte, emanada do inconsciente.

No tiro com arco, arqueiro e alvo deixam de ser entidades opostas, mas uma única e mesma realidade. O arqueiro não está Leia o resto deste artigo »

[Vídeo] Wabi-Sabi

Vídeo Publicado em Atualizado em

 

Wabi: Simplicidade, elegância discreta, frescor, quietude
Sabi: A beleza que vem com a impermanência

“Wabi-sabi representa uma abrangente visão de mundo japonesa, uma visão estética centrada na aceitação da transitoriedade e imperfeição. Esta concepção estética é muitas vezes descrita como a do belo que é “imperfeito, impermanente e incompleto”. Uma idealização artística desenvolvida por volta do século XV no Japão, durante o período Muromachi, com bases nos ideais do zen budismo. É um conceito derivado dos ensinamentos budistas das três marcas da existência, nomeadamente anicca (impermanência), as outras duas sendo dukkha (sofrimento) e anatta (não-eu).” (Wikipédia)

Confira também o vídeo Nature By Numbers, do mesmo autor do vídeo nesta publicação.

“Esqueça sua perfeita oferenda.
Há uma falha em tudo,
É assim que a luz entra.”
(Leonard Cohen, música “Anthem”)

Veja também:

Lankavatara Sutra, o sutra da descida ao Sri Lanka

Publicado em Atualizado em

Para ler o sutra completo clique aqui.
A análise que se segue é um Trecho do Capítulo II: Os seis patriarcas (séculos VI-VII), do livro Os Mestres Zen, de Jacques Brosse. Editora Pergaminho.

Após ter escolhido longamente entre os sutra aquele que poderia servir de referência aos adeptos do dhyana, Bodhidharma dirigiu-se a Houei-k’o, dizendo-lhe: “Tendo considerado a mentalidade dos praticantes da Via na China, penso que apenas este sutra lhes pode servir.” Foi portanto este texto que Houei-k’o estudou junto dele durante seis anos. Posteriormente, quando entre os seus discípulos, um deles tinha dificuldade em captar o seu pensamento sobre a Revelação, Bodhidharma dava-lhe uma cópia deste sutra e dizia-lhe: “Que seja o vosso ponto de partida para o futuro1.” Esta transmissão tinha uma tal importância que a nova escola foi durante muito tempo conhecida pelo nome de Lankavatara.

Este sutra mahayanista, certamente tardio e nitidamente influenciado pela escola Yogachara (século IV) de Asanga e Vasubandhu, serviu de ponte entre a tradição indiana do dhyana trazido por Bodhidharma e o futuro tch’an chinês. Em que medida é que este texto poderia esclarecer os praticantes acerca da sua própria Revelação? É o que vamos examinar.

O Lankavatara Sutra evoca a chegada do Buda ao Sri Lanka, que aí teria sido convidado a pregar o Dharma por Ravana, senhor de Yaksha, mas, no essencial, faz referência a um diálogo entre Shakyamuni e o Bodhisattva Mahamati que o interroga acerca da natureza da sua Revelação, o estado da sua “realização interior” (matyatma-gatiogocharam). A resposta do Buda constitui o Leia o resto deste artigo »

Qual a importância de se ter um mestre ou professor? É essencial frequentar um centro ou um templo?

Publicado em Atualizado em

Qual a importância de se ter um mestre espiritual? | Monja Coen Responde

Transcrição:

Eu tenho evitando muito essa palavra mestre, porque dá a impressão que a gente pega um ser humano e o coloca num pedestal, e ele é especial, tão especial, tão separado de mim, que eu só fico lá beijado os seus pés.

A ideia é como é que eu encontro alguém que é esse bom amigo, essa boa amiga, que é meio parecido comigo, que sabe alguma coisa mais do que eu, e que pode me apontar o caminho.

Assim como… se eu vou entrar numa mata ou subir uma montanha que eu nunca fui, eu posso Leia o resto deste artigo »

67 Koans Zen

Publicado em Atualizado em

Um koan, é uma narrativa, diálogo, questão ou afirmação no budismo zen que contém aspectos que são inacessíveis à razão. Desta forma, o koan tem como objectivo, propiciar a iluminação espiritual do praticante de Budismo Zen.

1.

Um homem, viajando em um campo, encontrou um tigre. Ele correu, com o tigre em seu encalço. Aproximando-se de um precipício, tomou as raízes expostas de uma vinha selvagem em suas mãos, e pendurou-se precipitadamente abaixo, na beira do abismo. O tigre o farejava acima. Tremendo, o homem olhou para baixo e viu, no fundo do precipício, outro tigre a esperá-lo. Apenas a vinha o sustinha. Mas, ao olhar para a planta, viu dois ratos, um negro e outro branco, roendo aos poucos a sua raiz. Neste momento, seus olhos perceberam um belo morango vicejando perto. Segurando a vinha com uma mão, ele pegou o morango com a outra e o comeu. — Que delícia! — ele disse. Leia o resto deste artigo »

Conheça 3 Mestres Loucos

Publicado em Atualizado em

“Louca Sabedoria” refere-se a uma pessoa iluminada que se comporta de uma maneira socialmente não convencional. Mas será que a Louca Sabedoria é mesmo Sabedoria?
Fique a conhecer neste post 3 mestres com “louca sabedoria”.

1: Ikkyū Sōjun (1394-1481)

Ikkyu foi um excêntrico monge viajante, o que o fez ser apelidado de “Nuvem Louca”. Teve várias aventuras eróticas e não dispensava o saquê (bebida alcóolica tradicional japonesa). Ikkyu não se importava com o que as autoridades religiosas de seu tempo pensavam dele.

Influenciou um grande número de artistas, poetas, Leia o resto deste artigo »