Zen/Chan

O Sermão da Flor do Buda

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“Um bom professor é melhor que a maioria dos livros sagrados. Os livros contêm palavras e o Ch’an não pode ser transmitido por meras palavras” – Hsü Yun

Trecho do livro “Nuvem Vazia: Os Ensinamentos Zen de Hsü Yun” (Cap. IV). Edições Nalanda.

Um bom professor é melhor que a maioria dos livros sagrados. Os livros contêm palavras e o Ch’an não pode ser transmitido por meras palavras. Suponho que você irá pensar: “Bem, se este velho homem diz que as palavras são inúteis, por que ele fala tanto?” A religião tem muitos mistérios, e talvez o maior mistério de todos é: Porque os professores dizem que as palavras nunca são suficientes e, então, falam e falam até que os ouvidos de seus estudantes se transformem em pedras?

Buddha, certa vez, estava perto de um lago no monte Grdhrakūta e se preparava para proferir um sermão para seus discípulos que lá estavam, esperando para ouvi-lo. Enquanto o Bem-Aventurado esperava seus estudantes se assentarem, ele percebeu um Leia o resto deste artigo »

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[Conto] Bonecas

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Eis aqui a história do monge ch’an Hotan:

Hotan ouvia as preleções de um mestre. Na estreia das palestras, a assistência foi numerosa, mas, a pouco e pouco, nos dias seguinte, a sala se esvaziou; até que, um dia, Hotan ficou só na sala com o mestre. E este lhe disse: “Não posso fazer uma conferência só para ti; de mais a mais, estou cansado.”

Hotan prometeu voltar no outro dia com muita gente. Nesse dia, porém, voltou só. Não obstante, disse ao mestre: Leia o resto deste artigo »

Sutra do Coração | Canções, recitações e palestras

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O Sutra do Coração é um dos mais importantes e conhecidos sutras do budismo mahāyāna. É reverenciado por muitos budistas como uma explicação perfeita da natureza da realidade. “Forma é vazio, vazio é forma” é a expressão mais conhecida do sutra (para compreender essa afirmação, explore os artigos linkados no final deste post). O Sutra é notável pela sua brevidade, concisão e claridade. Tem esse nome por ser considerado representativo dos ensinamentos básicos dos Sutras da Sabedoria Perfeita (Prajnaparamita), que são muito mais longos.

Confira neste post: O sutra cantado por diferentes artistas – Concerto de banda japonesa (com um sacerdote Zen) – Mantra do sutra – Recitações – Palestras sobre o sutra – Tradução.

Sutra do Coração cantado

por Imee Ooi

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O Zen e as Artes Marciais

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Trechos do livro Zen e Artes Marciais de Taisen Deshimaru.
Tradução de Ana Calazans, publicado originalmente no blog Zen Kung Fu (artigo 1, 2, 3, 4, 5 ) e disponibilizado neste site com permissão da tradutora. A obra completa não tem tradução para português.

Karate, Budo

A Nobre Luta do Guerreiro

O Budo é o caminho do guerreiro; agrega o conjunto das artes marciais japonesas. O Budo aprofundou de maneira direta as relações existentes entre a ética, a religião e a filosofia. Sua relação com o esporte é muito recente. Os textos antigos que tratam do Budo concernem essencialmente à cultura mental e a reflexão sobre a natureza do eu. Quem sou eu?

Em japonês, Do significa o Caminho. Como seguir este caminho? Por qual método se pode obtê-lo? Não se trata somente do aprendizado de uma técnica, de um wasa, e muito menos de Leia o resto deste artigo »

Passage to Buddha [Filme completo-eng]

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Sinopse: Baseado no romance do ex-monge e ativista político Go Eun, HwaOmKyung (também conhecido como Passage to Buddha) é um dos melhores filmes com tema budista que a Coreia do Sul produziu.

O filme conta a história de um menino que chora a morte do seu pai e começa uma busca para encontrar a sua mãe. Uma odisseia espiritual que leva-o a encontrar pessoas estranhas e, eventualmente, a essência do budismo. Na sua caminhada ele encontra um Leia o resto deste artigo »

A Realidade Ilusória | Dokushô Villalba

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“O erro que todos cometemos é considerar que o nosso ponto de vista estreito, pequeno, insignificante é a realidade universal, é a Verdade! Em vez de reconhecermos que é uma pequeníssima percepção de algo tão vasto, enorme e misterioso, que é a existência.” – Dokushô Villalba

Budismo, Realidade Ilusória

O texto que se segue é uma transcrição quase integral da palestra de Dokushô Villalba, intitulada de Maya, la Realidad Ilusoria. Confira no final do post o vídeo do Youtube com a palestra integral.

Maya é uma palavra da língua sânscrita e significa ilusão. É utilizada para nos referirmos à natureza ilusória da realidade.

Esta realidade é ilusória, mas não significa que exista outra realidade que não seja. Tudo o que possamos perceber com os sentidos, tudo o que possamos pensar, categorizar é Maya, é ilusório. Porquê? Porque os nossos orgãos sensoriais são condicionados e limitados. Por exemplo, nós não vemos os ultravioletas nem infravermelhos, vemos apenas uma parte muito pequena do espectro eletromagnético. Vemos apenas uma pequena parte da realidade, e ao tomarmos a realidade como tal, então caímos numa ilusão.

É a mesma ilusão que experimentavam os personagens do Leia o resto deste artigo »

O inferno somos nós, do ódio à cultura de paz | Monja Coen e Leandro Karnal

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Monja Coen é uma das mais conhecidas divulgadoras do budismo no Brasil. Leandro Karnal é historiador e está entre os pensadores mais conhecidos do Brasil. Coen e Karnal juntaram-se para escreverem o livro O inferno somos nós: do ódio à cultura de paz.

Como transformar uma cultura de violência numa cultura de paz? Essa indagação é a mote do livro, e é assim que começa a apresentação da obra na palestra do vídeo partilhado.

A Monja Coen diz-nos que não é que nós não vamos sentir raiva, é natural do ser humano ficar enraivecido por coisas que nos parecem impróprias. Mas o que nós fazemos com isso? Como é que nós dialogamos? Como é que nós somos capazes de criar condições de transformação sem ser pelo grito?

Coen enfatiza a importância de Leia o resto deste artigo »

Seja belo(a), seja você mesmo(a)

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Entrevista a Thich Nhat Hanh, por Andrea Miller, in Lion’s Roar. Ver Artigo Original.
Publicado no Olhar Budista com  a permissão da Parallax Press, divisão editorial da Comunidade Plum Village de Budismo Engajado, www.parallax.org.
Tradução de Bianca Cervo Pagnon.

É muito doloroso quando alguém que amamos passa por dificuldades sérias, como doença mental, estresse pós-traumático ou vício. Às vezes parece que os problemas dessa pessoa são tão grandes que nós não podemos realmente ajudar, dessa forma, nós podemos querer nos afastar dela e de seus problemas. Outras vezes, nós tentamos ajudar e acabamos consumidos pelas batalhas da outra pessoa. O que podemos fazer para ajudar nessas situações difíceis sem acabarmos sobrecarregados?

Quando você se sente sobrecarregado, você está se esforçando demais. Esse tipo de energia não ajuda nem a outra pessoa nem a você mesmo. Você não deve se apressar para ajudar logo de cara. Existem duas coisas: Leia o resto deste artigo »

A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen e a Sabedoria Transcendental

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Introdução de D. T. Suzuki, ao livro “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen” de Herrigel Eugen. Editora Pensamento, Edição 987.

arqueiro-arco-flecha

O que nos surpreende na prática do tiro com arco e na de outras artes que se cultivam no Japão (e provavelmente também em outros países do Extremo Oriente) é que não tem como objetivo nem resultados práticos, nem o aprimoramento do prazer estético, mas exercitar a consciência, com a finalidade de fazê-la atingir a realidade última. A meta do arqueiro não é apenas atingir o alvo; a espada não é empunhada para derrotar o adversário; o dançarino não dança unicamente com a finalidade de executar movimentos harmoniosos. O que eles pretendem, antes de tudo, é Leia o resto deste artigo »

[Vídeo] Wabi-Sabi

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Wabi: Simplicidade, elegância discreta, frescor, quietude
Sabi: A beleza que vem com a impermanência

“Wabi-sabi representa uma abrangente visão de mundo japonesa, uma visão estética centrada na aceitação da transitoriedade e imperfeição. Esta concepção estética é muitas vezes descrita como a do belo que é “imperfeito, impermanente e incompleto”. Uma idealização artística desenvolvida por volta do século XV no Japão, durante o período Muromachi, com bases nos ideais do zen budismo. É um conceito derivado dos ensinamentos budistas das três marcas da existência, nomeadamente anicca (impermanência), as outras duas sendo dukkha (sofrimento) e anatta (não-eu).” (Wikipédia)

Confira também o vídeo Nature By Numbers, do mesmo autor do vídeo nesta publicação.

“Esqueça sua perfeita oferenda.
Há uma falha em tudo,
É assim que a luz entra.”
(Leonard Cohen, música “Anthem”)

Veja também: